quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Ônibus

Há algum tempo sem pegar ônibus ainda não me acostumei com algumas situações...

Você toma banho antes de sair de casa... Entra no ônibus e senta se ao seu lado um cigarro ambulante... O cheiro é insuportável... Minha alergia ataca imediatamente... E meu cabelo fica com o odor peculiar pelo resto do dia.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Vida

Outro dia me peguei pensando qual seria o objetivo da vida... Por que recebemos esse presente e o que devemos fazer com ele...

Recentemente passamos por uma situação muito triste, muito mesmo... Uma conversa entre amigos foi deturpada, virou uma fofoca enorme e julgamentos foram feitos sem algo presencial... Tudo aconteceu nas redes sociais, com a velocidade de um foguete... Amizades de anos viraram pó em fração de segundos... Claro que tem sempre alguém para ajudar, incitando o ódio e a discórdia, e a pessoa tão acostumada a ser descriminada se "vê apoiada" no seu ódio e revolta... E... Tudo acaba.

Uma geração se perde, algo que nos dava muito orgulho e satisfação, nossos maior sucesso... Como um castelo de cartas tudo desabou... O pior é a sensação de que algo que parecia sólido como rocha se desfez com o vento. Simples assim. Bastou um vento.

sábado, 14 de janeiro de 2017

Segundo...

Tudo muda em um segundo...

Há doze anos perdi meu herói de forma súbita, independente dos defeitos, nossos pais são e serão para sempre nossos heróis... Nossos alicerces, os principais responsáveis por como e quem somos...

Hoje, uma menina linda e incrível nos deixou da mesma forma súbita, um acidente... Levou uma menina doce, eficiente, preocupada com o próximo, cuidadosa e cuidadora... Na flor da idade, próxima a se tornar especialista em algo que escolheu e fazia com primazia. Três momentos ficam voltando na minha cabeça... A disposição dela em andar mesmo depois de um dia de trabalho para voltar para casa, com um sorriso largo no rosto e olhos verdes cintilantes...  A entrevista de médicos que participou da banca um pouco receosa, mas se portou de maneira incrível e a avaliação do atendimento de um residente médico que ela levou de forma leve e eficiente... Não recusava trabalho. Ficava com os alunos mesmo de medicina como uma enfermeira super experiente, muito elogiada por todos. Transbordava alegria e amor... Quando penso em alguém que ama o próximo, ela vem a minha memória... Um anjo voltou para o céu, por mais piegas que isso possa parecer é a sensação que fica, ela veio ao mundo, pelo menos ao meu para nos fazer pessoas melhores e com certeza o fez.

Saudades, menina.

terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Ainda sobre o GESFA

Ainda sobre o GESFA... Nosso grupo completou 70 anos de atividades ininterruptas poucos dias antes do Fogo de conselho de outubro, foi uma atividade mágica cuja organização foi minha responsabilidade e graças a uma equipe fantástica tudo deu certo. Adultos incríveis que além de se dedicar as suas seções e outras funções no grupo escoteiro onde são voluntários, dedicaram mais um pouco (nem tão pouco assim) do seu tempo em cada detalhe. No último sábado foi a Festa, onde outra equipe foi formada, alguns se mantiveram, mas no geral, outras pessoas se juntaram ao David Izecksohn Neto, na missão de organizar tudo, convidar insistentemente as pessoas, algumas que nem conhecemos para que pudéssemos celebrar as sete décadas de existência de forma alegre e em família, cada detalhe da decoração foi pensado e executado por mais adultos voluntários, que dedicam seu tempo ao trabalho com os jovens direta ou indiretamente, como é o caso da diretoria. David lembrou bem no sábado uma expressão que sempre usei, porque é o que sinto, de que é muito melhor e sem dúvida alguma muito mais gratificante trabalhar com os jovens, de lobinha a pioneiro, do que com os adultos... Mas alguém tem que trabalhar com os adultos e o fiz por dez anos, nunca sem deixar a mestria porque precisava manter minha sanidade mental. O escotismo é um movimento de jovens para jovens, já dizia nosso fundador, no entanto, não existiria se não fossem os adultos voluntários que se dispõem nos dias tão confusos e nessa sociedade tão acelerada a se dedicar por um ideal. No que me cabe hoje, deixo os jovens e os adultos para ficar com as notícias, pelo menos, temporariamente, sabe-se lá por quanto tempo, que é o que hoje sou capaz de fazer direito e me gratifica, ler os textos em primeira mão de quem se dedica ou se dedicou ao nosso grupo é especial. Mas, voltando ao sábado e aos voluntários...  Tivemos a oportunidade de reconhecer o tempo de atividade e dedicação de muitos dos integrantes do GESFA, podia ter sido de qualquer forma, mas optou-se por seguir as condecorações oferecidas pela UEB. Cada processo foi descrito e justificado cuidadosamente, alguns foram negados e, finalmente, aceitos.  Cada uma das pessoas homenageadas, eu inclusive, sem falsa modéstia, foram e são fundamentais para a existência do grupo de São Francisco. Obviamente, hoje, temos muitos outros que se destacam, fazem trabalhos incríveis, mas ainda por um tempo menor que "lhe garanta" um reconhecimento oficial perante nossa instituição. Eu, particularmente, não ligo pra essas coisas, medalha não é algo que abre meus olhos, não faço ideia onde está a primeira que ganhei, mas como qualquer pessoa, fico feliz que meu trabalho seja reconhecido, e é essa a intenção das medalhas no meu entendimento... Ter um reconhecimento oficial das pessoas que mais que voluntários registrados, doam seu tempo ao movimento escoteiro. Um reconhecimento institucional, muitas vezes esquecemos de agradecer as pessoas pelo trabalho que fazem, ou elogiar algo que se destaca. A medalha é um "obrigado, meu amigo, pelos 5,10...anos de dedicação". Assim, quero mais uma vez agradecer aos meus jovens sim, porque senão tivesse escoteiros ou pioneiros, no meu caso, eu não teria sido escotista, mas mais ainda a todos os "jovens adultos" (com tempo "para medalha"  ou não) que garantem que o oitavo grupo continue ativo, com seus jovens felizes a setenta anos e que assim continue por mais 70,  70, 70...

domingo, 28 de agosto de 2016

Solidão

Acho que nunca me senti tão sozinha na minha vida... Curioso pq com um filho e esperando outro acredito que seja um tanto contraditório, mas é a verdade...

Parece que o mundo se voltou contra mim, que não consigo fazer nada que quero e que a todo segundo sou injustiçada de alguma forma... Todas as pessoas são estúpidas, grosserias, negligentes...

A nossa sociedade está assim, isso é um fato... Mas meu bebê preferir sempre o pai, acaba comigo... Dói... Muito mesmo... Não sei como será uma casa com tantos homens, tenho medo do que está por vir...  É estranho, né? Eu, com medo, mas é a mais pura verdade.

Não tô bem, tô sensível e odeio me sentir assim, de fato, é disparado a pior parte de estar grávida, pelo menos para mim...

São fases, eu sei, já passei por isso antes, mas as vezes demora demais... Podia, simplesmente, passar mais rápido.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

Sonhar...

Em 21 de abril de 2016

Ainda parece um sonho...
Na verdade, ainda é, cética como sou não me permito ficar alegre, animada, até ter certeza que está tudo bem...
Começou com um sonho, de um anjo, uma menina... Minha menina. Ela passeava comigo, tranquila... Foi um sonho, que passou... Vieram as cólicas, muito intensas, nunca tive cólica menstrual então diferenciar de gases foi muito difícil... Na verdade, como tinha tido um escape, nunca pensaria em algo diferente, mas era...

Mas com muita cólica, achei que estava morrendo, com abdômen agudo, pensei  em gravidez ectopica...  Como boa médica minha imaginação para complicações não tem limite...

Agora, apreensiva que meu bebê não esteja bem, as cólicas diminuíram, muito mesmo, mas ainda vêem...

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Esperança

Angustiada e exausta, doida para chegar em casa... Perdida nos meus pensamentos percebi que em alguns pontos o ônibus demorava demais para sair... O primeiro sentimento é de insatisfação, afinal quero chegar em casa logo... Mas opto por, antes de me "revoltar", prestar atenção no que está acontecendo no entorno...
Para a minha surpresa me deparo com o motorista do ônibus 🚌, estamos naquele sem trocador, tirando o cinto de segurança e indo auxiliar uma senhora ao colocar a digital no aparelho para liberar a roleta...
Ele pacientemente explica o que deve ser feito, não funciona, ele explica novamente, até que pede licença e auxilia a senhora com o dedo... Finalmente a catraca é liberada, ele espera a senhora passar na roleta e sentar, só depois disso tudo feito, volta a sua cadeira coloca o cinto e segue viagem...
Uma outra moça no ônibus pergunta a senhora...  "a senhora conhece ele?" quando com naturalidade ela responde "esse anjo me ajuda todos os dias, do mesmo jeito, com toda paciência, agradeço a ele todos os dias"
Minha vontade foi levantar e aplaudir de pé, mas me contive, agradeci ao descer e enviei um email a empresa elogiando o motorista pelo cuidado com seus passageiros... Obviamente não descrevi o a acontecimento, já que uma mente má intencionada era capaz de recrimina-lo pela perda de tempo presente em seu ato.
Não devia ser a exceção, mas sim a regra...

O mundo não está perdido... Pelo menos ainda não.